Câmara de Tondela aprova orçamento no valor de 30 milhões de euros

20.12.2017 |

A Câmara Municipal de Tondela aprovou ontem, com abstenção da oposição, as grandes opções do plano e orçamento para 2018, no valor global de cerca de 30 milhões de euros, privilegiando as zonas industriais e a educação.
Com um valor idêntico ao deste ano (que representou um acréscimo de cerca de cinco milhões de euros relativamente a 2016), o orçamento do município de Tondela para 2018 destina boa parte do investimento para as zonas industriais do concelho e para a educação.
Para as áreas de acolhimento empresarial estão previstos 3,3 milhões de euros, que visam concluir a obra de expansão da Zona Industrial do Lajedo e a execução da ampliação da Zona Industrial de Tondela, refere uma nota da autarquia, adiantando que no domínio das funções sociais, a educação se destaca com investimento superior a 2,2 milhões de euros.
As verbas canalizadas para o setor da educação incluem a requalificação da Escola Secundária da cidade de Tondela, no distrito de Viseu, acrescenta a Câmara, estimando, por outro lado, um investimento da ordem de 1,3 milhões de euros para as áreas da cultura e do desporto.
O investimento previsto para as designadas “obras determinantes” – revitalização da frente ribeirinha e do Parque Tecnológico de Empreendedorismo – ascende a 2,5 milhões de euros.
“Este instrumento de gestão evidencia grande clareza na definição dos projetos e ações a concretizar, como também se alicerça na rigorosa previsão de receitas, num registo de clareza e objetividades”, sustenta o presidente do município de Tondela, José António Jesus, citado na mesma nota da autarquia.
De acordo com o presidente da Câmara de Tondela, este plano de atividades terá, em paralelo, um enfoque nas “áreas de proteção de encostas e taludes, na reabilitação de infraestruturas destruídas e no apoio à reabilitação das habitações próprias e permanentes destruídas nos incêndios associados à catástrofe de outubro” deste ano.
“Será neste equilíbrio, entre o apoio às famílias e a capacidade de projetar investimento, que se irá materializar este ambicioso plano”, sustenta José António Jesus.
O município manterá a taxa mínima do IMI (imposto municipal sobre imóveis) para prédios urbanos, acrescida de uma redução para famílias com dependentes a seu cargo, o que “revela um estímulo ao desenvolvimento do parque habitacional e um apoio que evidencia grande justiça social”.