Ministro da Cultura assina protocolo para recuperação total da Casa do Passal

24.03.2017 |

O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, lançou, esta manhã, a última fase da requalificação da Casa do Passal, em Cabanas de Viriato, no concelho de Carregal do Sal, que pertenceu ao antigo cônsul Aristides de Sousa Mendes.

O ministro considerou que a Casa do Passal, “é um lugar de importância mundial”.

“Está aqui um lugar que vai atrair pessoas de todo o mundo, que virão recordar a memória dos que, graças a Aristides de Sousa Mendes, conseguiram salvar-se [da perseguição nazi]”, sustentou Luís Filipe Castro Mendes.

Durante a cerimónia de assinatura dos documentos que definem a cooperação entre a Fundação Aristides de Sousa Mendes, a Câmara de Carregal do Sal e a Direção Regional de Cultura do Centro, para a realização da segunda fase das obras na Casa do Passal, o representante do Governo sublinhou que este deverá ser um lugar de esperança e afirmação.

“Milhares de descendentes dos refugiados que Aristides de Sousa Mendes salvou perpetuam e mantêm a memória deste homem, e este lugar deverá ser um lugar de encontro, memória, respeito pelas vítimas, mas também um lugar de esperança”, acrescentou.

No seu entender, este edifício, classificado como monumento nacional, deverá ser “um lugar de afirmação, porque estamos feitos para viver uns com os outros e não para nos perseguirmos uns aos outros, para aceitarmos as nossas diferenças e não para perseguirmos as diferenças, para falarmos uns com os outros e não gritarmos uns contra os outros”.

Ao longo da sua intervenção, Luís Filipe Castro Mendes mostrou-se confiante de que esta será uma obra a realizar com “a rapidez necessária”.

O ministro da Cultura frisou ainda que cabe à Fundação Aristides Sousa Mendes conceber o modo de ocupação, funcionamento e trabalho deste espaço, enquanto que será responsabilidade da Câmara de Carregal do Sal a execução das obras.

A segunda e última fase de requalificação da parte interior e musealização da Casa do Passal – que era do antigo cônsul português em Bordéus, que salvou muitos milhares de judeus durante o Holocausto nazi, na II Guerra Mundial – representa um investimento global de 800 mil euros.

A casa foi alvo de uma primeira intervenção em 2014, ao nível das paredes exteriores e da cobertura, no valor de cerca de 400 mil euros.

Em agosto de 2015, depois de concluída a primeira fase das obras da Casa do Passal, o então secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, apelou às entidades relacionadas com a memória de Aristides de Sousa Mendes para que se juntassem para definirem um projeto que permitisse abri-la ao público até 2018.