Presidente da República lamenta morte do jornalista Gilberto Ferraz

22.05.2017 |

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou a morte do jornalista e escritor Gilberto Ferraz, “cidadão empenhado tanto cívica como profissionalmente”.

“Por terras britânicas era desde há décadas uma voz muito ativa de Portugal na diáspora. Como jornalista, escritor, cidadão empenhado tanto cívica como profissionalmente, contribuiu para uma melhor informação bem como para a defesa dos direitos dos seus compatriotas”, lê-se numa mensagem publicada no sábado à noite do site da Presidência da República Portuguesa.

Gilberto Ferraz, de 83 anos, morreu na sexta-feira em Londres, onde vivia desde 1965. Natural de Tonda, em Tondela, onde nasceu em 09 de fevereiro de 1934, Gilberto Ferraz começou a carreira de jornalista no quinzenário “Espada do Senhor” em Portugal, mas em 1965 mudou-se para Londres, após receber um convite para trabalhar na secção portuguesa da BBC.

Gilberto Ferraz permaneceu na estação pública britânica durante três décadas, tendo sido fundador e responsável pelo Departamento de Estudos de Audiência de Língua Portuguesa, que incluía a secção brasileira e que tinha por missão avaliar as reações dos ouvintes do Serviço Mundial da BBC.

Durante quatro anos foi presidente do sindicato ‘Association of Broadcasting Staff’, tornando-se no primeiro não britânico a ocupar o lugar.

A partir de 1978 iniciou uma colaboração de correspondente com o Jornal de Notícias, funções que também exerceu, mais tarde, para a rádio TSF e, pontualmente, para a RTP.

No ano passado publicou o livro “Por Terras de Sua Majestade”, que recusou ser de memórias, mas antes de “de experiências e de observações” ao longo de meio século de vida no Reino Unido.

Mais tarde publicou outro livro, “Timor-Leste – Dívida por Saldar”, onde reúne depoimentos, artigos de imprensa e outros documentos a campanha pela independência de Timor-Leste no Reino Unido.

Gilberto Ferraz foi também um cidadão ativo política, com ligações ao PSD, e civicamente.

O seu trabalho como correspondente no Reino Unido mereceu ser agraciado com a Comenda de Mérito do governo português em 1995, por “altos serviços prestados ao jornalismo”.