Seis detidos na operação Jogo Duplo

29.03.2017 |

Cinco futebolistas e um membro da claque Super Dragões, afeta ao FC Porto, são os seis detidos no âmbito da operação ‘Jogo Duplo’, que investiga viciação de resultados no futebol.

à época dos factos, três jogadores representavam o Oriental, um o Penafiel e outro o Académico de Viseu, acrescentando que as ações investigadas dizem respeito sobretudo à época 2014/15, mas também à temporada 2015/16, durante as quais estes clubes alinharam na II Liga de futebol.

Estas detenções e a constituição de outros oito arguidos estão relacionadas com uma rede asiática de viciação de resultados, nomeadamente com ligações a empresários malaios.

Em comunicado divulgado, a PJ adianta que esta investigação surge no seguimento da primeira fase da operação ‘Jogo duplo’, na qual, em maio de 2016, foram detidas 15 pessoas e realizadas 31 buscas.

A investigação decorre há cerca de um ano e tem como objeto o fenómeno da corrupção no desporto como instrumento do ‘match fixing’ (viciação de resultados) de competições oficiais de futebol.

Na segunda fase da operação ‘Jogo Duplo’, além dos seis detidos, a PJ efetuou 16 buscas domiciliárias em diversas localidades, nomeadamente Lisboa, Vila Franca de Xira, Ovar, Gaia, Porto, Fátima, Sesimbra, Loures, Santa Maria da Feira, Sanfins e Ermesinde e apreendeu diverso material relacionado com a prática da atividade criminosa.

A nota refere que, durante a investigação, a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ contou com a colaboração da EUROPOL, de entidades estrangeiras de monitorização de jogos, além da cooperação com a Federação Portuguesa de Futebol.

Na primeira fase da operação de combate à corrupção no desporto, tornada pública a 14 de maio do ano passado, 15 pessoas, entre os quais alguns futebolistas, foram detidas por suspeita de “manipulação de resultados de jogos da II Liga de Futebol”, com recurso ao aliciamento de jogadores.

Neste processo investigam-se “factos suscetíveis de integrarem crimes de corrupção passiva e ativa na atividade desportiva”, envolvendo como suspeitos “dirigentes e jogadores de futebol” e outras com “ligações ao negócio das apostas desportivas”, adiantava um comunicado do Ministério Público.

Dos 15 detidos, três ficaram a aguardar julgamento em prisão preventiva.