Autárquicas: Movimento “Renovar Mortágua” quer mudar o rumo das prioridades

11.08.2021 |

O movimento independente “Renovar Mortágua”, que candidata André Faustino à presidência da Câmara, quer mudar o rumo das prioridades políticas que o PSD e o PS têm tido, para que o concelho seja mais atrativo.

“No fim de cada mandato do PS ou do PSD ficamos com a convicção de que está tudo na mesma”, considerou André Faustino, que é licenciado em Biologia e trabalha numa empresa farmacêutica.

Neste âmbito, o independente defendeu uma mudança urgente, atendendo a que o concelho presidido por José Júlio Norte (PSD) “está a perder oportunidades”.

No seu entender, “nos últimos anos, as políticas do PS e do PSD limitam-se simplesmente a gerir o que está feito”, não havendo “ideias novas com impacto positivo”.

Se for eleito, pretende alterar o modo como a Câmara funciona, motivando os seus funcionários, mudar o modelo de apoio às associações, criar orçamentos participativos e apostar no investimento em infraestruturas turísticas, exemplificou.

O movimento considera que “a maioria das prioridades para o desenvolvimento de Mortágua há oito anos, e que já o eram no início do século”, se mantêm atualmente.

“A alteração do PDM (o atual está em vigor desde 1994), a recuperação do parque habitacional privado de modo a permitir a sua utilização por novas famílias, a alteração do sistema de tratamento de efluentes e de águas residuais, o envelhecimento dos equipamentos municipais, a diminuta oferta de empregos qualificados no concelho” são alguns dos exemplos que aponta.

A sua resolução será conseguida com a “renovação do panorama político e com a introdução de novas ideias e novos métodos de trabalho”, acrescenta.

“Renovar Mortágua” assume-se como “um projeto independente que é agregador de todos, de todas as opiniões, de todos os eleitores que até agora votaram PS, PSD, CDS, CDU ou simplesmente nunca encontraram motivos para ir votar”.

São também candidatos à presidência da Câmara de Mortágua o vereador da oposição Ricardo Pardal (PS) e Sandra Alves (CDU).

O PSD vai ficar de fora na corrida autárquica de setembro, depois de o atual presidente, que tinha sido indicado pelo secretário-geral do partido, ter anunciado que não se irá recandidatar.

Nas últimas eleições autárquicas, em 2017, o PSD conquistou três mandatos e o PS os outros dois.

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