Bispo de Viseu quer canonização da beata Rita Amada de Jesus

08.01.2024 |

O bispo de Viseu, António Luciano, defendeu a finalização do processo de canonização de Rita Amada de Jesus, que foi proclamada beata em maio de 2006.

Rita Amada de Jesus fundou em Viseu, no dia 24 de setembro de 1880, o Instituto Jesus, Maria e José, que hoje está presente em nove países, nomeadamente Portugal, Brasil, Bolívia, Peru, Paraguai, Moçambique, Angola, México e Cabo Verde.

Durante a cerimónia de celebração dos 111 anos da morte da beata, António Luciano disse que os fiéis deviam “pedir, sem cessar, a Deus por sua intercessão, o dom de um milagre para, deste modo, ser concluído o processo de canonização e a sua vida de santidade e heroicidade, bem como as suas virtudes, serem propostas como dom de santidade à Igreja universal”.

Rita Amada de Jesus morreu no dia 06 de janeiro de 1913 na paróquia de Ribafeita (Viseu), no lugar de Casal Mendinho, onde tinha nascido em 1848.

Madre Rita Amada de Jesus foi beatificada em 28 de maio de 2006, numa cerimónia presidida pelo cardeal José Saraiva Martins, após lhe ter sido atribuído o milagre da cura de uma mulher que sofria de uma doença mortal do intestino, na cidade de Franca, no Brasil, em 1989. Esta foi a primeira beatificação na história da Diocese de Viseu.

Segundo António Luciano, “terminou assim uma etapa importante do processo, dando início a um novo percurso da vida da beata, que tem que ser feito a nível interno, manifestado na santidade dos membros do Instituto Jesus, Maria e José”.

No entanto, terá também de haver um percurso “a nível externo, na família dos seus seguidores e devotos dando a conhecer a sua vida, as suas virtudes, os escritos e o seu exemplo e testemunho aos outros”, sublinhou o bispo de Viseu.

No seu entender, “é preciso propor a todos os cristãos, sacerdotes, diáconos, consagrados, noviças, seminaristas, jovens e leigos este ideal de vida, como um desafio no caminho de santidade a ser vivido na alegria e na esperança de acolher o evangelho da conversão como um ideal de vida fraterna”.

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