Oliveira de Frades: Empresa disposta a acolher e a empregar ucranianos

05.03.2022 |

A diretora executiva da Pantest disse à agência Lusa que a empresa “está a adaptar um pavilhão que, neste momento, não está a ser usado e é independente da parte fabril, para poder acolher até 25 ucranianos, especialmente mulheres e crianças”.

“Estão a ser colocados uns painéis amovíveis de forma a separar os quartos, chamemos-lhes assim, para que se possa dar alguma privacidade e estamos a tratar das casas de banho com água quente, a internet, enfim o mínimo e o possível de imediato”, explicou Catarina Almeida.

A responsável por esta fábrica de dispositivos médicos, entre os quais testes rápidos a várias patologias, entre elas à Covid-19, adiantou que a Pantest “recorre muito a trabalho temporário e a ideia é integrar as mulheres na parte da produção”.

Até porque, notou, a experiência, “nomeadamente com ucranianos e moldavos”, diz-lhe que “são excelentes, não só em capacidade de produtividade como também no perfeccionismo”, mas, “acima de tudo há o lado humanitário que é preciso ter, tendo em conta o que está a acontecer” na Ucrânia.

“Fazemo-lo por motivos sociais, estamos numa situação de guerra e preocupante, até em termos de segurança europeia e também porque, há bem pouco tempo, isto é, há pouco mais de 40 anos, Portugal teve uma situação de refugiados também, a que chamaram pomposamente retornados, quando eram refugiados de guerra. Ontem fomos nós, hoje são eles e amanhã podemos ser nós outra vez”, defendeu.

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