Seia: Museu Natural da Eletricidade recebeu 50 mil visitantes em 10 anos

09.04.2021 |

O Museu Natural da Eletricidade, instalado na antiga Central Hidroelétrica da Senhora do Desterro, em São Romão, no concelho de Seia, recebeu mais de 50 mil visitantes nos primeiros 10 anos de existência, anunciou hoje a autarquia.

Fonte da Câmara Municipal de Seia disse que desde a inauguração, no dia 11 de abril de 2011, até à data, aquele espaço museológico recebeu “um total de 50.591 visitantes nacionais e estrangeiros”.

O Museu Natural da Eletricidade, que foi criado por iniciativa do município de Seia, no distrito da Guarda, assinala no domingo uma década de existência com a inauguração de uma exposição intitulada “As mãos que desafiaram a montanha”

Segundo a autarquia, o museu dedicado ao conhecimento da produção de energia elétrica do século XX, concretamente à história do Aproveitamento Hidroelétrico da Serra da Estrela, decidiu evocar nesta data os trabalhadores do início da construção da unidade, dedicando-lhes a instalação “As mãos que desafiaram a montanha”.

A mostra ficará patente no Túnel da Central Museu e “relembra os homens que desafiaram o rigor climático e a dureza da montanha, que com redobrado esforço e ferramentas rudimentares desbravaram granito, numa época em que as estradas não existiam e a tecnologia e maquinaria eram desconhecidas”.

“Foi pela mão-de-obra de assalariados sazonais, provenientes das aldeias circundantes da serra, que a Empresa Hidroelétrica da Serra da Estrela construiu o conjunto de equipamentos que compõem o Aproveitamento Hidroelétrico da Serra da Estrela”, sublinha o município.

Adianta tratar-se de “um sistema eletroprodutor composto por seis centrais hidroelétricas em funcionamento e duas centrais desativadas, construídas entre 1909 e 2003, entre eles a Central Hidroelétrica da Senhora do Desterro, hoje fruída como património museológico, sob a tutela do Município de Seia”.

A fonte lembra que, em certos anos, “os trabalhadores da Empresa Hidroelétrica da Serra da Estrela em serviço nas obras da serra contavam-se aos milhares, acorrendo das aldeias em redor da montanha, de abril a outubro, na esperança de uma boa época de trabalho”.

“Eram maioritariamente trabalhadores rurais que, após as sementeiras, entregavam a labuta dos campos às mulheres e às crianças, partindo ‘serra acima’ na esperança de amealhar dinheiro que desse comida à família durante o período de inverno”, lê-se na nota enviada à Emissora das Beiras.

O Município de Seia sublinha, ainda, que o Aproveitamento Hidroelétrico da Serra da Estrela é “obra de trabalhadores anónimos, contando-se às centenas aqueles que gastaram a sua vida nas edificações para a produção de energia elétrica sem nunca terem conseguido servir-se desse melhoramento em suas casas”.

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