Turismo do Centro quer promover projeto da EN16 na Bolsa de Turismo de 2023

07.09.2022 |

O presidente do Turismo Centro de Portugal colocou como objetivo promover o projeto da Estrada Nacional 16 (EN16), que envolve 14 municípios e atravessa o país, na próxima Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).

“É nosso compromisso, enquanto líderes do consórcio, a Turismo Centro de Portugal, criarmos as condições para no final do primeiro trimestre, na Bolsa de Turismo de Lisboa, em que o Centro de Portugal é o destino nacional convidado de 2023, apresentarmos já o ‘claim’, o ‘statement’, desta campanha, daquilo que vai ser a futura EN16”, assumiu Pedro Machado.

Este responsável falava ontem perante dezenas de autarcas da região centro, na Feira de São Mateus, em Viseu, que serviu de palco para a assinatura de um protocolo entre o Turismo Centro de Portugal e as três Comunidades Intermunicipais (CIM) que a EN16 atravessa.

O protocolo foi assinado com as CIM da Região de Aveiro, Viseu Dão Lafões e Beiras e Serra da Estrela, tendo em conta que a EN16 atravessa os municípios de Aveiro, Albergaria-A-Velha, Águeda, Sever do Vouga, Oliveira de Frades, Vouzela, São Pedro do Sul, Viseu, Mangualde, Fornos de Algodres, Celorico da Beira, Guarda, Pinhel e Almeida.

Com a assinatura deste documento, disse à agência Lusa Pedro Machado, o Turismo Centro tem “a responsabilidade de coordenar esta candidatura, quer do ponto de vista da elaboração do plano de comunicação e de marketing da EN16”.

“E cada câmara municipal terá a responsabilidade da obra física que tiver de ser feita. Seja da recuperação do traçado ou da segurança e sinalética ou de aspetos como o tratamento de espaços verdes e não só”, acrescentou Pedro Machado.

O Turismo Centro vai também “bater à porta do Instituto de Estradas uma vez que há uma parte da EN16 que apresenta alguns abcessos que é preciso tratar, como é o caso entre Fornos de Algodres e Celorico da Beira, talvez o mais conhecido”.

O projeto da EN16, que nasceu do presidente de Vouzela, Rui Ladeira, tem como “objetivo alavancar a economia e potenciar a região, à semelhança do que acontece com a EN2” para que se “torne em mais um produto turístico, mas diferenciador”.

Os presidentes das CIM usaram a palavra para defenderem que “o interior tem mais qualidade de vida” que a capital e “é com projetos como este que se evita que o país seja Lisboa e o resto paisagem”, ou que “estas regiões se tornem zonas de caça para alguém” das “grandes cidades”.

O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, lembrou que a EN16 “se cruza com a EN2, com as ecopistas e com os Caminhos de Santiago e, por isso, há uma série de sinergias que podem ser aproveitadas”.

Também o autarca de Gouveia, Luís Tadeu, lembrou “o turismo termal, a gastronomia, os vinhos, todo um conjunto de produtos turísticos que passam a ter um novo chapéu que é a EN16” e que “apesar de todas as dificuldades e da falta de vontade de olhar para o interior”, os autarcas são “resilientes e o interior é uma terra viva”.

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, Isabel Damasceno, apelidada pelos autarcas por “ministra da região”, assumiu-se como “madrinha do projeto” e prometeu “apoiar no que for possível” para o concretizar.

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